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Por Igor Luchese

Comprei o livro por ser do Vitor Ramil e, como fã de carteirinha, não tive dúvidas de que seria algo muito bom. Não errei. A obra me tirou o fôlego e a li degustando aos pedacinhos. Entramos em um universo onde os personagens são regras de português. Vocês conseguem imaginar a maravilha de um texto onde um grupo chamado de Compostos Eruditos tem os perigosos radicais Grego e Latino? É lindo!

Tudo começa pela situação bizarra onde um ponto é atropelado e, descabelado, fica parecido com um asterisco e é tratado como tal. Outro personagem? Homúnculo, o Grande. Uma passagem pra lá de maravilhosa? “Duas quadras para lá dos muros da propriedade de Carlos Alexandrino, em frente à casinha que camuflava a saída da passagem secreta, o automóvel de Grego e Latino, sem sair do lugar, soltava estampidos ao ser acelerado: houaiss, houaiss, pó, pó, pó, bum, houaiss …”. E sabe o nome do cachorro do personagem que atropelou o ponto? Superlativo! Não sei o que escrever sobre uma obra sem igual. Simplesmente, imperdível. Uma delícia do início ao fim. Parabéns a quem aventurar-se na leitura.

Parabéns a Vitor Ramil por mais uma obra de arte.