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Comprei o livro há uns dois anos. A capa e o título me encantaram. A previsão de algo lindo, com emoção e solidez me agarrou. Como minha lista de leitura sempre é muito grande, demorou um pouco para que eu conseguisse chegar até o livro da capa encantadora. Após a leitura, olho para a capa e suspiro. Ele conta a história de um descendente de chineses que se encanta por uma descendente de japoneses nos EUA da Segunda Guerra Mundial. O livro é uma história de amor que emociona e nos carrega pelos caminhos de um dos momentos mais tristes da história da humanidade que foi a Segunda Guerra. Mostra parte do que ocorreu aos descendentes de japoneses nos EUA, que também viveram em campos de concentração, onde muitos morreram e todos tiveram suas vidas destroçadas. Ficamos pensando no que poderia ter ocorrido com os descendentes de alemães e italianos. Lembro que no Brasil os descendentes de italianos não podiam escutar rádio para saber das novidades. Na época, em Caxias do Sul (colonização típica italiana) o rádio era a única fonte de informação e através das Ondas Curtas é que as pessoas sintonizavam nas rádios da Itália para saber de notícias das regiões onde suas famílias viviam e faziam isso com portas e janelas fechadas e com o volume baixo para ninguém saber que estavam escutando rádio em língua estrangeira de um país em guerra conosco. Aliás, fato mais cômico, o nome da praça foi mudado porque a idiotice política não poderia conviver com o nome de um escritor, pois isso era um crime de guerra (sim, sem comentários). O livro é muito bom. Uma jornada de sentimentos, às vezes contundentes, às vezes tão envolventes que quase sentimos o cheiro das flores e os olhares trocados. Leiam com carinho, com certeza vocês participarão de uma aventura maravilhosa.

Por Igor Luchese