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Por Igor Luchese

Muitas pessoas, no seu cotidiano, se deparam com situações com alguém que tenha deficiência auditiva. As reações ficam entre o riso do entendimento que isso provoca e o desconforto por não conseguir efetivar a comunicação. Ambos são profundamente errados e apenas mostram como somos frágeis em relação ao que não está naquilo que erradamente chamamos de normalidade.

David Lodge faz a condução de um texto que modificará a visão dos leitores desse mundo que é o Surdo Mundo com uma visão de quem está nele e entra em conflito com o cotidiano dos normais. A leitura é bárbara e faz o leitor passear por esse mundo de frustrações, de desejos e de muita limitação de todos os envolvidos nas situações.

Muito bom para iniciar uma nova forma de viver: sem rir das pessoas com problemas auditivos e com muita paciência, pois aquilo que nos faz impaciente transforma-se em frustração para as outras pessoas. Uma leitura indispensável no mundo de hoje que é repleto de sons altos e que estão transformando todas as pessoas em surdos, aos poucos. E, apesar da seriedade do assunto, o autor nos leva para situações cômicas e de estratégias em que o personagem envolve-se e nos mostra isso já nas primeiras páginas onde o personagem está em um evento de arte e conversa com uma mulher, mas vai concordando com ela tendo em vista seus movimentos e expressões, mas sem entender o que está sendo dito. Descobre, depois, que até concordou com a realização de uma tarefa e de um encontro.

Boa leitura!