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Pois é, se o risco de ter diabetes ou engordar nunca te motivou a maneirar nos doces, agora o apelo é outro. Ou você diminui o consumo de açúcar, ou corre o risco de ficar um pouquinho menos inteligente.

É o que diz um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Em testes realizados com ratos, os pesquisadores concluíram que o excesso de frutose pode prejudicar o aprendizado e a memória. A boa notícia é que o consumo de omêga-3, encontrado em peixes, pode amenizar esses danos.

Primeiro os pesquisadores ensinaram dois grupos de ratos a encontrarem a saída de um labirinto – eles memorizaram marcas visuais e decoraram o caminho. Fizeram o mesmo percurso duas vezes ao dia, durante 5 dias.

Passado o período de treinamento, os dois grupos tiveram dietas diferentes. Ambos beberam diariamente altas doses de frutose derivada do xarope de milho – substância encontrada em refrigerantes, bolachas e bolos industrializados, que é seis vezes mais doce do que açúcar da cana. Só que um dos grupos recebeu, além do excesso de frutose, doses diárias de ômega-3.

Seis semanas depois do início da dieta, os ratos foram colocados de novo no labirinto. Os bichinhos mais espertos, os mais rápidos no labirinto, eram aqueles que haviam tomado doses de ômega-3. Segundo os pesquisadores, os ratos mais lentos mostraram atividade sináptica menor. Ou seja, a comunicação entre as células do cérebro ficou comprometida. Aí ficou mais difícil pensar claramente e recordar o caminho aprendido.

Os pesquisadores acreditam que o excesso de frutose pode bloquear uma das funções da insulina: regular como as células usam e armazenam açúcar para gerar energia suficiente para pensar e agir. E o ômega-3 reduz esse efeito.

Então fica a dica: se você é do time que abusa do refrigerante e doces industrializados, é bom compensar com uma dieta rica em peixe.

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