O Purgatório é uma obra de visão única de Mario Prata, que foi publicado pelo Estadão em forma de crônicas (ou folhetins, como se dizia antigamente). Ao final, a Editora Planeta fez o livro com a coleção completa das crônicas, ôps, folhetins. É encantadora a forma como Maria Prata conseguiu transformar a “saga” de Dante e Beatriz. Tem um trecho de um diálogo, na capa, que acho que diz tudo sobre o que os espera no interior do livro e vou transcrevê-lo.

– Quer dizer que ela está no Purgatório e manda e-mails para você.
– Isso.
Dante mostra o e-mail para ele. O doutor olha para a folha em branco e para o retrato de Freud e seu charuto, como a pedir uma luz.
– E ela conversa com você no Messenger.
– Isso.
– E ela consegue ligar o seu computador lá no Purgatório.
– Isso. Aí eu desliguei todas as tomadas quando ela ameaçou me explicar como era o Purgatório e quem estava lá. (longa pausa) É grave, doutor Júnior?
– Interessante, muito interessante, interessantíssimo. (longa Pausa) Como era a sua relação com a senhora sua mãe?

Boa leitura. Com certeza será uma aventura que vai prendê-los de uma forma inusitada.