Estudos que comparam nossa fisiologia à de outras espécies demonstram que a base do interesse sexual é mesmo o prazer, pelo menos nos mamíferos – e provavelmente em muitos outros animais vertebrados.

Para existir o prazer, o cérebro precisa convencer o seu dono que alguma coisa é muito boa. E isso vale para uma barra de chocolate ou para seios fartos, por exemplo. Esse mecanismo aplica-se aos outros animais e vale também para o ato sexual. O melhor exemplo de sexo “recreativo” no mundo selvagem talvez seja o dos bonobos, ou chimpanzés-pigmeus. O sexo é tão casual entre eles que envolve, com frequência, fêmeas com fêmeas, machos com machos e adultos com filhotes. Certas espécies de golfinhos também fazem sexo com muita regularidade. Na espécie nariz-de-girafa, uma das mais comuns, a grande maioria dos indivíduos é bissexual.