Os efeitos da bebida mais consumida do planeta sobe a capacidade de concentração são conhecidos, na prática, por estudantes e profissionais. A cafeína, o principal componente do café, age na área do tronco encefálico e promove alterações no estado de alerta, orientação espacial, tempo de reação e agilidade de locomoção, combatendo temporariamente a fadiga e a sonolência. Os efeitos cognitivos, porém, dependem da dose ingerida e do tipo de tarefa estudada. Sabe-se que a atenção pode modificar a atividade neural de áreas corticais específicas que participam dos processos perceptivos. Isso significa que a ampliação da atenção é capaz de aumentar a resposta dos neurônios a determinados estímulos – as respostas tendem a ser mais rápidas e precisas. Em relação à memória, porém, não há dados conclusivos sobre os efeitos do café. A molécula psicoativa responsável por esse efeito é a metilxantina, da família dos alcaloides, usada em inúmeros medicamentos desde analgésicos até drogas para tratamento da asma. Diversos estudos, entre eles os do farmacologista Alberto Ascherio, da Universidade Harvard, sugerem que o consumo regular pode reduzir também o risco de Parkinson. De fato, levantamentos epidemiológicos verificaram que a maior ingestão de café ao longo da vida está associada a menor incidência da patologia. Nos últimos anos, vem crescendo o interesse em estudos sobre as possibilidades de a cafeína proteger contra o Alzheimer.

Fonte: Scientific American