Espremida entre a A e a C, qual é agora a identidade da chamada classe B?16:02 Nunca como nos últimos tempos li tantas matérias sobre a classe C. O que se diz agora é que ela deixou de ser um segmento de mercado para se transformar no verdadeiro mercado nacional, com R$ 427 bilhoes consumidos por ano. Este crescimento nao só mudou a estratégia de algumas marcas, como fez surgir institutos de pesquisa, revistas e empresas de inovaçao especializadas em seus hábitos e desejos, que evoluíram muito. Diferente do que se acreditava, as pessoas nao querem produtos baratos, mas qualidade e bom custo vs benefício.

No alto da pirâmide, para manter seu status e identidade, a classe A busca produtos diferenciados, exclusivos, com produçao limitada e muita sofisticaçao, disposta a pagar preços altos pelo que valoriza. Muitas consumidoras, acreditem, acostumadas a usar algumas marcas para ajudar a criar sua identidade, estao incomodadas ao vê-las nas maos, bolsas e casas de cada vez mais gente. Com isso, o mercado de luxo também está se reinventando, revendo posicionamentos e estratégias.

Espremida entre duas classes em pleno movimento, a chamada classe B está em crise de identidade. Nao pode pagar os preços exorbitantes de produtos exclusivos, roteiros de viagem sofisticados, bebidas raras e também nao quer comprar os mesmos produtos que a grande massa está comprando, graças a um bom momento econômico, consumindo com muita alegria e sensaçao de vitória alcançada… Fico pensando se, logo, logo, nao será feito um novo arranjo da pirâmide, com novas letras, talvez até a eliminaçao de algumas. Para atender esta nova ordem socioeconômica, as marcas também terao de se reorganizar para satisfazer consumidores que querem ser únicos e especiais, sempre😉.

Tânia Savaget