Los Abrazos Rotos, ou Abraços Partidos em português é o mais novo filme do consagrado e controverso diretor espanhol Pedro Almodóvar. Nesta película, mais uma vez vemos as ‘marcas registradas’ do cineasta estampadas, e de quebra, mais uma vez com a estonteante (não teria adjetivo melhor) Penélope Cruz. E é uma obra realmente muito inspirada e que faz com que a maioria dos esppectadores saiam satisfeitos do cinema.

A trama se passa em dois tempos distintos e trata-se de uma obra que fala dentre outras coisas sobre o cinema. Conhecemos o cineasta Mateo Blanco (Lluís Homar) e também a história de Lena (Penélope Cruz). Entre idas e vindas no tempo, vemos Mateo nos dias atuais cego e nada sobre a presença de Lena. Aos poucos a história vai sendo montada e apresentada até descobrirmos o que realmente aconteceu.

Mesmo para quem conhece poucos filmes de Almodóvar fica fácil perceber que estão lá as cores vibrantes que saltam aos olhos (principalmente o vermelho), o jeito diferenciado de focar algumas cenas, a presença forte do feminino e toda a discussão decorrente em torno de temas como sexo e traição.

Para quem gosta de bons dramas e principalmente dos filmes de Almodóvar, “Abraços Partidos” é um deleite. Uma obra acertada e que consegue convencer até o menos ligados em quesitos técnicos ou metáforas escondidas. E a forma como a história é apresentada é realmente genial, consegue prender sua atenção e guardar os grandes momentos para a hora certa.

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