Estamos em ano de eleições. Algo para um simples exercício de interpretação. Pode ser, também, de lógica, ou não, dependendo do caminho que você fizer. Se a coisa andar da forma como tem andado, podemos ver que o candidato A, do partido AA, estará defendendo sua plataforma AAA. O candidato B, do partido BB, estará defendendo a sua plataforma BBB. O candidato C, do partido CC, estará defendendo a sua plataforma CCC. O candidato D, do partido DD, estará defendendo a sua plataforma DDD. O candidato E, do partido EE, estará defendendo a sua plataforma EEE. Então, sai uma boa notícia sobre o candidato C e um dos itens da sua plataforma CCC se mostra semelhante a um dos itens de defesa que o candidato A tem em sua plataforma AAA (após uma breve análise, a gente percebe que é um item da plataforma que está sendo defendido há muitas eleições e que ainda nada foi feito, mas continua como item defendido). Então, o candidato A alia-se ao candidato C. Desta união sai uma coligação AC, dos partidos AACC, com as suas plataformas unidas AAACCC. Então, tendo em vista que esta união está ganhando a simpatia dos eleitores e os seus respectivos votos, os candidatos B e D fazem uma outra união. O candidato E, temendo ficar de fora, também se alia aos candidatos B e D, com a condição de ter seu nome lembrado, na hora da divisão de cargos. Sendo assim, a aliança AACC tem contra si a aliança BBDDEE, dos candidatos B, D e E, que defendem a plataforma BBBDDDEEE. Entretanto, no meio da campanha, o candidato D entra em conflito com os posicionamentos do candidato E e sai da união BBDDEE, resultando, então BBEE. A primeira união deixa de ser AACC para tornar-se AACCDD, cuja plataforma fica como AAACCCDDD, menos na questão que envolve os investimentos em turismo que os três concordam que é muito bom, porém o candidato D não acha que praia seja turismo porque ele passa as férias dele no campo. E, enquanto as coisas vão acontecendo, nós eleitores (nós, a sociedade), ficamos olhando e tentando escolher o que consideramos o melhor para estar nos representando (nós, os representantes), pois tudo somos “nós” e enquanto pensarmos em “eles”, nada vai mudar e as letras continuarão a nos confundir.

Igor Luchese
Igor é publicitário, escritor, gosta de cozinhar para os amigos e se diverte cozinhando na televisão.

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